Hey cupcakes! Hoje é dia de mais uma resenha dos Bridgertons. E que tal conferir o que eu achei do terceiro irmão dessa família?


Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

RESENHA
É um pouco difícil não se apaixonar a cada livro pela escrita gostosa da Julia Quinn. Os personagens, mesmo que não sejam os principais, são apaixonantes. O cenário é incrível de se imaginar e mesmo a sociedade londrina de 1800, você fica com vontade de participar. Traduzindo tia Quinn (Ou Queen mesmo): te gosto! Mas vamos ao terceiro volume, que sucede  O Duque e Eu e o Visconde que me Amava.
As pessoas viam o que esperavam ver.
pág. 89
Depois dos acontecimentos do último livro (não darei spoilers sobre), é hora de conhecer uma personagem de coração maravilhoso e vida não tão brilhante: Sophie. Sem conhecer todo seu passado como deveria,  é uma criada de sua madrasta, apesar de, na verdade, ela ser filha de um Conde de muito renome na sociedade londrina. Ela sofre na mão da mulher, e foi uma das personagens que mais sofreram até agora nesse universo. Mas apesar de sua vida difícil, ela sempre foi uma sonhadora e temos algo muito em comum: ela sempre sonhou em participar de um baile da sociedade, mas nunca conseguiu por causa de sua posição social (lá embaixo, aparentemente).
- Acho que preciso beijá-la. (...) É como respirar. Não há muita escolha.
pág. 141
Tem as irmãs horríveis? Tem sim, apesar de uma não ser tão horrível quanto a outra. Tem uma madrasta que dá vontade de arrancar os cabelos? Com toda a certeza! E acima de tudo um cavalheiro numa armadura brilhante? Hum, tia Quinn, acho que foi o único ponto que pecou: existe um cavalheiro sim mas sem armadura brilhante e, sem dúvidas, não tão cavalheiro quanto os que nos foram apresentados no primeiros livros. Não condiz muito com o título da história, mas ok.
Enquanto ela desaparecera, Sophie era muito real. Estava cansado de miragens. Queria alguém que pudesse ver, alguém que pudesse tocar.
pág. 144
Sem dúvidas, até o momento, Benedict não é o meu favorito. Não que ele seja ruim, mas ele é o que aparenta ser mais frio e de humor mais rude de todos os meninos - Gregory não fala tanto para descobrir um pouco mais dele. Um pouco da relutância e insegurança sobre "o que vão achar" também me irritou um pouco. Achei Anthony e o duque de Hastings muito mais decididos. Acho que ele é um pouco grosso e mandão, às vezes, e apesar de ser amável  e muito intenso (só quando ele quer! e isso acaba sendo um pouco positivo nesses momentos de intensidade) achei que o temperamento dele poderia ser mais doce para com Sophie, ao menos no início. Fiquei com saudade de Anthony, aqui. E eu achando que ele era mandão... Mas Sophie vem para equilibrar e fazer criar uma torcida enorme, dessas de estádio, para que dê tudo certo na vida dela. Ela é doce, ela é sonhadora e não desiste de continuar lutando. Gostamos de mocinhas assim? Gostamos muito! É a Cinderela, e nós gostamos de contos de fadas? DEMAIS!
Por que sofrer com um sonho que não poderia se realizar?
pág. 243
Posição social pode ser algo muito importante no momento de amar alguém? Naquela época sim, e esse tema é discutido em muitos trechos - realmente importa o quanto você tem ou deixa de ter? Em que isso influencia no que você compartilha com a outra pessoa? E o que as pessoas dirão realmente importa se você está sendo feliz?
Era estranho encontrar uma mulher que podia fazê-lo feliz apenas com sua presença. Ele não precisava sequer vê-la ou ouvir sua voz, ou mesmo sentir seu perfume. Só precisava saber que ela estava lá.
pág. 201 
Julia Quinn arrasa em mais essa história dos irmãos Bridgertons, e apesar de Benedict não ser o perfeito cavalheiro que esperei, não dá para não mergulhar numa releitura de Cinderela, principalmente por tratar de temas tão reais à época e à sociedade. Arqueiro está de parabéns mais uma vez (páginas amarelas, fonte e tamanho confortável...) e mais um pouco do mistério de Lady Whistledown... Cadê o próximo volume, por favor?